✍Conto: O milagre dos pássaros - Jorge Amado.
Aconteceu na
localidade de Piranhas, em Alagoas, às margens do rio São Francisco.
Ali moravam o capitão Lindolfo Ezequiel e sua mulher, Sabô. O capitão
era famoso por sua atividade de pistoleiro e por ser casado com a mulher
mais desejada da região, o que lhe exigia vigor físico e o exercício da
fama de matador.
Certo dia, chegou ao lugar Ubaldo Capadócio, caboclo alto e de boa estampa que se destacava nas artes da literatura e da música popular: era autor de folhetos de cordel e, num forrobodó, tocava harmônica como ninguém. O poeta era requisitado nos quatro cantos para animar batizados, casamentos e até velórios. Além disso, era dado ao galanteio: arrebatava corações e mantinha duas famílias, uma na Bahia, outra em Sergipe, tinha três esposas e nove filhos.
Em Piranhas, Ubaldo Capadócio caiu de amores pela mulher de Lindolfo Ezequiel. Desavisado, foi parar na cama de Sabô. E o capitão, que estava de viagem, voltou antes da hora. Para se safar dessa enrascada e virar tema de relato afamado, Ubaldo Capadócio precisou contar com a presença de numerosas testemunhas, muitos pássaros e uma ajudinha da Providência.
Certo dia, chegou ao lugar Ubaldo Capadócio, caboclo alto e de boa estampa que se destacava nas artes da literatura e da música popular: era autor de folhetos de cordel e, num forrobodó, tocava harmônica como ninguém. O poeta era requisitado nos quatro cantos para animar batizados, casamentos e até velórios. Além disso, era dado ao galanteio: arrebatava corações e mantinha duas famílias, uma na Bahia, outra em Sergipe, tinha três esposas e nove filhos.
Em Piranhas, Ubaldo Capadócio caiu de amores pela mulher de Lindolfo Ezequiel. Desavisado, foi parar na cama de Sabô. E o capitão, que estava de viagem, voltou antes da hora. Para se safar dessa enrascada e virar tema de relato afamado, Ubaldo Capadócio precisou contar com a presença de numerosas testemunhas, muitos pássaros e uma ajudinha da Providência.
Obs: extraído do livro O Milagre Dos Pássaros, Editora Companhia das Letras, Conto de 1979.
Boas Leituras!
Boas Leituras!
Gleice Souza
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