O livro da vida - Trilogia das Almas - Deborah Harkness
Ficha Técnica
Autor: Deborah Harkness
Tradução: Márcia Frazão
Preço: R$ 49,50
560 pp.
| 16x23 cm
ISBN: 978-85-325-2988-6
Assuntos:
FICÇÃO – ROMANCE/NOVELA, FANTASIA
Um desfecho inesquecível e encantador, impossível de ser esquecido. – USA Today.
Sensualidade, intriga, violência e humor em um romance único. – Los Angeles Times
Parece que se passaram séculos desde que Diana Bishop tocou pela
primeira vez no manuscrito encontrado por acaso na biblioteca de Oxford,
local onde costumava passar horas realizando suas pesquisas. Desde que
se deparou com os escritos do alquimista Elias Ashmole, a vida de Diana
nunca mais foi a mesma. Em
O livro da vida, a Trilogia das Almas chega ao fim, dando sequência aos bem-sucedidos
A descoberta das bruxas e de
Sombra da noite,
dois bestsellers da norte-americana Deborah Harkness. No livro, Deborah
Harkness se prova uma alquimista literária, ao combinar de forma
magistral elementos de magia, história, amor e ciência, numa incrível
narrativa que atravessa tempo, espaço e geografia. O resultado é um
romance de fantasia para todas as idades, capaz de atrair leitores
diversos, de Harry Potter a
Crepúsculo, passando por
Game of Thrones.
A protagonista Diana Bishop está de volta ao presente – depois da longa
temporada em plena Era Elisabetana, onde precisou se adequar aos
costumes da época e aprender a conviver com uma nova personalidade de
seu marido. Quando retorna, a historiadora não está sozinha. Matthew
Clairmont a acompanha mais uma vez – e está mais cuidadoso do que nunca
com a amada. Não apenas por ser um vampiro e esta ser uma característica
inevitável, mas por Diana Bishop estar grávida. Mais que isso, a
renomada cientista está à espera de gêmeos.
Diana nem bem retorna e já tem que confrontar mais uma consequência de sua descoberta, o famoso e amaldiçoado manuscrito
Ashmole 782.
Matthew e ela retornam à casa secular da família em Sept-Tours, onde
reencontraram boa parte dos companheiros da primeira parte da história. O
grupo, porém, está desfalcado e Diana precisará de muita força para
enfrentar a nova realidade. Após tomar conhecimento da situação atual, a
cientista só quer uma coisa: vingança.
No universo criado por Deborah Harkness, bruxos, vampiros e demônios
seguem disputando o poder. A autora entrega finalmente aos leitores
explicações sobre segredos envolvendo as criaturas que vivem suas vidas
pomposas entre os humanos de diferentes séculos. Também apresenta uma
Diana totalmente consciente de seus poderes de bruxa.
O livro da vida
encerra a trilogia seguindo a bem-sucedida combinação entre fantasia,
romance e aventura, que colocou o título em primeiro lugar na lista dos
mais vendidos do
The New York Times.
Os portões do inferno - Lendas de Baldúria - André Gordirro
Ficha Técnica
Autor: André Gordirro
Preço: R$ 34,50
384 pp.
| 16x23 cm
ISBN: 978-85-68432-27-3
Assuntos:
FICÇÃO – ROMANCE/NOVELA, FANTASIA, FICÇÃO NACIONAL
Guerreiros, magos, monstros, fortalezas, cenários fabulosos e combates sangrentos: a fantasia de Os Portões do Inferno,
romance de estreia de André Gordirro e volume inicial da trilogia
Lendas de Baldúria, é épica, minuciosa e muito divertida. Tendo à frente
um idiossincrático e improvavelmente carismático time de protagonistas –
verdadeiros párias que, por acaso, ganham a chance de salvar o mundo –,
o livro junta referências históricas e bíblicas a alegorias da
sociedade contemporânea e um alto teor de cultura pop. O resultado, com
origem direta no RPG, é um bem-vindo cruzamento entre Os doze condenados e O Senhor dos Anéis, capaz de amalgamar a anarquia dos filmes de guerra da década de 1960 e a mitologia fundadora de J.R.R. Tolkien.
Anos atrás, Krispinius e Danyanna realizaram um feito heroico: fecharam
os Portões do Inferno. Coroados monarcas da atual Krispínia,
tornaram-se as pessoas mais influentes daquela parte do continente e,
acima de tudo, os responsáveis por garantir que demônios jamais voltem a
caminhar pela superfície. Porém correm rumores do avanço de uma tropa
de svaltares – estranhos e temidos elfos das profundezas – em direção
aos Portões. Tais relatos, a princípio, não parecem fazer sentido: uma
das poucas certezas a respeito desses seres, afinal, é sua
vulnerabilidade à luz. O que ninguém imagina, no entanto, é que eles
estão dispostos a enfrentar o sol para enfim libertar as trevas.
Enquanto isso, o misterioso Ambrosius reúne seis homens em uma missão
para resgatar um rei anão destronado. Os convocados são Baldur,
cavaleiro desertor, ferido e sem montaria; Derek Blak, segurança
profissional salvo da morte lenta (seria devorado por cães famintos e de
dentes gastos); Agnor, feiticeiro expatriado; Kyle, menor infrator;
Od-lanor, bardo adamar – espécie antes venerada, hoje em extinção –; e
Kalannar, assassino e caçador de recompensas svaltar. Culturas
diferentes, raças rivais, temperamentos explosivos – um grupo
heterogêneo, aparentemente destinado ao fracasso, mas que acaba cruzando
o caminho da glória: são os únicos capazes de impedir a reabertura dos
Portões do Inferno.
Como legítimo representante da dark fantasy, tradição avessa a maniqueísmos, Os Portões do Inferno
apresenta as primeiras Lendas de Baldúria – ainda há muito território
inexplorado na vasta Krispínia. Ao mesmo tempo que exibe um domínio
preciso da narrativa aventuresca, lançando mão de um ritmo ágil e
constantes reviravoltas, André Gordirro pontua o texto com um senso de
humor muito próprio e apurado; não é à toa que tanto Flash Gordon quanto Mortadelo & Salaminho
são apontados como algumas de suas principais leituras de formação.
Ainda que o romance esteja à altura da melhor literatura fantástica
produzida em qualquer parte do planeta, é inegável o gosto do autor pela
picardia e pelo deboche, o que o leva a brincar com os próprios clichês
do gênero e adiciona ainda mais sabor à obra.
A arte de ser normal - Lisa Williamson
Ficha Técnica
Autor: Lisa Williamson
Tradução: Cláudia Mello Belhassof
Preço: R$ 34,50
384 pp.
| 13,7x20,7 cm
ISBN: 978-85-7980-250-8
Assuntos:
JUVENIL, ROCCO JOVENS LEITORES, FICÇÃO – ROMANCE/NOVELA
O
livro se destaca não apenas pelo sensível retrato da vida de um
adolescente transgênero, mas também pela construção vívida e convincente
dos personagens, capaz de manter o leitor lutando por eles ao longo de
todos os obstáculos que são obrigados a transpor. – The Guardian
Um livro emocionante e envolvente. – The Telegraph
David Piper tinha oito anos quando foi questionado pela professora sobre
o que queria ser quando crescesse. Respondeu à pergunta com cuidado. Só
percebeu que havia algo de diferente em sua resposta quando os colegas
começaram a dizer o que queriam ser: atriz, jogador de futebol,
primeiro-ministro... Apesar disso, leu em voz alta o que havia escrito:
“Quero ser uma menina.” O tempo passou, David cresceu (mais do que
gostaria), mas mesmo agora, aos 14 anos, continua com o mesmo desejo,
compartilhado apenas com Essie e Felix, seus melhores e únicos amigos.
Leo Denton nem bem chegou à Escola Parque Éden e já ganhou os holofotes
ao defender David Piper das agressões dos colegas na hora do almoço. O
soco no nariz de Harry Beaumont rendeu-lhe um mês de detenção e o alerta
de que está em observação, ou seja, mais um deslize e será expulso,
algo que Leo precisará evitar de todas as formas. A vaga no colégio de
classe alta parece ser a sua última chance na vida, o que vai livrá-lo
tanto do conjunto habitacional perigoso onde mora com a mãe e as irmãs
quanto dos acontecimentos que o obrigaram a trocar de escola.
Com diálogos engraçados e relatando situações cotidianas na vida de
adolescentes, Lisa Williamson consegue abordar a delicada questão dos
transgêneros de maneira leve, sem ser apelativa ou condescendente
demais. A história é contada sob o ponto de vista dos dois
protagonistas, mostrando os diferentes mundos a que pertencem. Apesar de
viverem em – praticamente – extremos na sociedade, David e Leo começam a
desenvolver uma amizade, que será especialmente importante para David,
que em muitos momentos encontra-se mergulhado na solidão.
Não que Leo não conviva com o mesmo problema, mas tem preocupações
maiores para ocupar a cabeça. Enquanto David faz de tudo para ignorar os
ataques dos colegas que o chamam de show de aberrações, Leo luta para
resistir aos encantos da menina mais bonita da escola, Alicia Baker.
Garotas, ele bem sabe, podem se transformar em grandes complicações e
neste momento não podem fazer parte de seu recém-iniciado projeto de uma
nova vida. Lisa Williamson tem talento para revelar informações
importantes apenas nos momentos mais adequados, prendendo o leitor até a
última linha.
Brochadas - Jacques Fux
Ficha Técnica
Autor: Jacques Fux
Preço: R$ 29,50
240 pp.
| 14x21 cm
ISBN: 978-85-325-2994-7
Assuntos:
FICÇÃO – ROMANCE/NOVELA, FICÇÃO NACIONAL
Vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura
em 2013 como melhor autor estreante, Jacques Fux volta a embaralhar as
fronteiras entre ficção e realidade em seu novo romance. No ousado Brochadas, o escritor mineiro propõe uma "Ilíada
da impotência", remontado ao passado da humanidade e a suas próprias
origens judaicas em busca de respostas culturais, sociais, biológicas,
místicas, artísticas e etimológicas para uma questão milenar: o
funcionamento ilógico do pênis. Ao mesmo tempo, mergulha nas lembranças
de seus amores passados – ou, mais especificamente, em seu currículo de
brochadas – para traçar aquilo que chama de "autoanálise ficcional
selvagem".
Porém, mais do que resgatar seus antigos
relacionamentos com Agnes, Alice, Carla, Juliana, Jacqueline, Deborah,
Sarah e Leah, Fux transforma as ex-namoradas em coautoras da obra.
Indagando-as sobre as respectivas brochadas com o protagonista-escritor,
ele literalmente conversa, por e-mail, com suas personagens –
conduzindo a narrativa a um território insólito e instigante, nos
limites da criação.
O que é recordação e o que é fantasia? Em
que momento o autor Jacques Fux sai de cena para abrir espaço a Jacques
Fux, figura dramática? O que foi idealizado e o que foi de fato vivido?
Não há respostas, pelo contrário: a intenção é exatamente confundir,
provocar. Desde a abertura – onde deixa registrado que tudo ali “é
verdade, exceto o que não invento” –, ele joga com os conceitos de
metalinguagem e autoficção enquanto, evocando nomes como os de Flaubert e
Montaigne, tece uma análise pungente e irônica do "eu" na literatura.
Seria o simples ato de contar histórias
sempre uma forma de ficção, mesmo quando o objetivo é relatar fiel e
detalhadamente um acontecimento? Como afirma o personagem-autor, “a
literatura – assim como a vida, a memória e os momentos – é extremamente
limitada e pobre”. Brochadas
mostra que fato e imaginação são complementares e inseparáveis: é
necessário viver, lembrar, esquecer, criar, escrever, brochar.
Até o próximo Post!
Gleice Souza